Quadrilha de assaltantes mortos tem mais de 20 membros, diz Polícia

A “Operação Hefesto”, desencadeada há dois meses resultou, na madrugada de domingo (29), na morte de sete homens envolvidos em explosões de caixas eletrônicos de bancos no Rio Grande do Norte, em Currais Novos, a 190 quilômetros de Natal, na região do Seridó. A Polícia Civil continua as investigações para prender outros membros da quadrilha, formada pelo menos por 20 criminosos.

A delegada adjunta de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Danielle Filgueira, confirmou que na ocasião da abordagem policial, foi preso apenas o taxista João Maria da Rocha, conhecido como “Catatau”, que alega ter sido sequestrado pelo grupo para fazer o transporte da quadrilha num táxi Corsa Classic, branco. Danielle Filgueira informou que durante o cerco policial, “Catatau” respondeu a voz de prisão saindo de mãos pra cima, enquanto os outros membros da quadrilha ficaram no interior do veículo, do qual não se tinha muita visão, porque era madrugada e os para-brisas têm películas escuras.

Além de “Catatau”, a delegada adjunta da Deicor disse que no domingo houve a prisão de outro membro da quadrilha, na Zona Norte de Natal, que é um dos líderes e responsável por guardar o grosso do armamento usado pelos criminosos e dinamites e outros equipamentos usados na explosão de caixas eletrônicos: Kleiton Carrol Gomes de Albuquerque, o “Macarrão”.

Segundo a delegada, o primeiro criminoso morto na operação policial, que contou com a participação de 16 policiais civis e uma equipe de quatro praças do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Policia Militar do RN, foi João Batista Nunes da Silva, que saiu do carro atirando depois da Polícia anunciar que se entregasse.Entre os sete mortos, a delegada informou que apenas dois foram identificados, até ontem, pelo Instituto Técnico e Científico de Policia (Itep): João Batista N. da Silva, que respondia judicialmente por latrocínio (matar pra roubar) e outros crimes nas Comarca de Alexandria, na Região Oeste; Ceará Mirim, Natal e Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal (RMN) e ainda em Assu e Ipanguaçu, na região do Vale do Açu, e também Isaías Leandro Lopes, o “Gordo Isaías”, que estava cumprindo pena no regime semiaberto, no Presídio Estadual de Parnamirim (PEP) há 25 dias.

A delegada disse ter a informação de que o “Gordo Isaías” falava que “não voltaria pra cadeia” e que estava pra topar tudo, matar ou morrer. “Ele era o terror de Mãe Luiza, começou com pequenos furtos e enveredou para o crime de assaltos a bancos”, disse Danielle Figueira.

Fonte: Tribuna do Norte

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