Presidente Jair Bolsonaro anuncia a prefeitos aumento do FPM


Em discurso de nove minutos na manhã desta terça-feira, na Macha a Brasília, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) prometeu atender ao pedido dos prefeitos de aumentar em um ponto percentual o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) - recurso repassado pela União aos municípios.  O tema tramita no Congresso Nacional com uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC). "Queremos dividir o pouco que temos com vocês. Conversei com o (ministro da Economia) Paulo Guedes, (que) deu sinal verde. Vamos apoiar na conjugação do Fundo de Participação dos Municípios com a emenda constitucional. 

Aqui não existe presidente da República, governador ou prefeito. Somos todos iguais na busca de um mesmo objetivo que é o bem-estar da população brasileira", declarou, próximo ao fim do seu discurso. Este foi o único ponto reivindicado pelo presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, respondido por Bolsonaro. Vaiado na marcha anterior, enquanto ainda pré-candidato à presidência, por não responder aos questionamentos sobre políticas públicas, neste ano Bolsonaro foi recebido sem grandes manifestações de apoio ou repúdio do público - o único momento de burburinho da plateia precedeu sua entrada no palco, que aconteceu mais de 10 minutos depois de anunciado pelo cerimonial. "Gostaríamos de não ter que fazer a reforma da Previdência, mas somos obrigados a fazê-la", declarou, no começo do discurso. Na sequência, citou suas viagens internacionais aos Estados Unidos, Chile e Israel e disse que esses países "aguardam sinalização" de que o Brasil quer equilibrar as contas. Essa foi a única referência que fez à proposta que está agora na Câmara dos Deputados. 

O presidente da República encerrou a mesa de abertura oficial do evento - sendo precedido por Aroldi e pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM). Acompanharam a comitiva presidencial 12 ministros de Estado. Coube a Maia pedir diretamente apoio ao texto da Previdência. "Vim aqui hoje pedir a cada um de vocês apoio. A reforma da Previdência não é para o governo federal, estadual ou para cada um dos municípios. É para que possamos mudar a curva de recessão que o Brasil vive nos últimos anos e que prejudica diretamente o caixa dos municípios e, assim, a vida de milhões de brasileiros", apelou. Maia lembrou que os prefeitos influenciam os parlamentares.

A formalização de apoio à reforma da Previdência deve acontecer na quinta-feira, dia do encerramento da marcha, após assembleia dos prefeitos. "Espero que seja favorável", ponderou Aroldi em sua fala. "Individualmente alguns podem ser contrários à matéria. Mas, se como gestores, quisermos terminar o mandato com um pouco mais de tranquilidade e equilíbrio, essas mudanças são necessárias", declarou, com respaldo do público.

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