Semurb quer levar PPP para modernizar a Praia do Meio em Natal


A região da Praia do Meio, na Zona Leste Natal, será contemplada com projeto de operação urbana consorciada, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). A ação prevê a assinatura de Parcerias Público-Privadas (PPP) para construção de equipamentos que melhorem a infraestrutura do espaço urbano.

Segundo o titular da Semurb, Thiago Mesquita, a proposta ainda está sob análise dos técnicos da pasta de Meio Ambiente, mas há a expectativa de que o projeto seja apresentado ainda em fevereiro. “Estamos fazendo uma proposta de operação urbano consorciada na Praia do Meio. A ideia assinar PPPs para a transformação da infraestrutura, de transformação de moradia e de transformação do uso e ocupação do solo”, explicou ele nesta quarta-feira (29), em entrevista ao programa Jornal Agora, da rádio Agora FM (97,9).

O modelo de operações urbanas consorciadas já é adotado em outras capitais brasileiras. Em São Paulo, por exemplo, as intervenções no ambiente urbano envolvem a iniciativa privada, empresas prestadoras de serviços públicos, moradores e usuários da região beneficiada. O objetivo é o de alcançar transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e de valorização ambiental.

No processo das atividades consorciadas, a prefeitura municipal será a responsável por delimitar uma área e elaborar um plano de ocupação, em que se prevê aspectos de infraestrutura, nova distribuição de usos do solo, densidades permitidas e padrões de acessibilidade.

Um dos exemplos de sucesso deste processo foi a transformação da região portuária no Rio de Janeiro. A partir de 2011, os espaços urbanos foram ocupados, por meio PPPs, permitindo a revitalização de toda a área. A região virou sede do Museu do Amanhã, por exemplo, construído pela Fundação Roberto Marinho, que hoje tem intenso fluxo turístico.

Sobre a Praia do Meio, Thiago Mesquita, avalia que a operação consorciada vai trazer reflexos importantes para os moradores da Praia do Meio. Ele não acredita que a chegada de empreendimentos privados possa resultar na expulsão dos moradores. “Existe uma conversa fiada que a população será expulsa. Isso é uma mentira. A ideia é melhorar as condições de vida e oferecer alternativas de empregabilidade”, relatou.

Sobre o hotel Reis Magos, um dos símbolos do abandono da orla da Zona Leste, ele espera que a proprietária do antigo imóvel, a empresa Hoteis Pernambuco S/A, construa no local – que foi demolida na semana passada – um novo empreendimento com aspectos urbanísticos modernos. “Eu espero ver um equipamento com uso misto (permitindo atividades comerciais e residenciais), fachada ativa (espaço para convivência), ou seja, um equipamento importante para a melhoria urbanística”, encerrou.

Agora RN

0 comentários: