Posse de Rogério Marinho gera expectativa no Nordeste


O ex-secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, assume nesta terça-feira (11) o comando do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) com expectativa positiva de lideranças do Nordeste. A cerimônia de posse acontece às 14h, no Palácio do Planalto, em Brasília. Braço direito do Ministro da Economia, Paulo Guedes, o novo ministro vai ocupar o lugar de Gustavo Canuto, que vai ocupar a presidência do Dataprev. A dança das cadeiras é uma estratégia do governo Jair Bolsonaro para reforçar sua atuação e ter uma marca no Nordeste.

O Ministério do Desenvolvimento Regional tem importância estratégica para o governo porque seus projetos se revertem em ações sociais. Estão sob o guarda-chuva da pasta programas como o Minha Casa Minha Vida - que Bolsonaro quer alavancar -, além de obras de infraestrutura hídrica relevantes para o Nordeste. Com a substituição de Canuto por Marinho, o governo troca um perfil mais técnico por um mais político, vislumbrando melhor articulação com os parlamentares, governadores e prefeitos a região. Em ano de eleições municipais, a escolha tem sido apontada como mais acertada.

O superintendente da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), Douglas Cintra, diz que tem expectativa positiva sobre a gestão do novo ministro. “Acredito que ele tem muitas qualidades para ser bem-sucedido no cargo. É nordestino (do Rio Grande do Norte) e conhecedor das dificuldades e potencialidades econômicas da região. É um político com visão técnica, o que vai ajudar a saber o que é prioridade e fazer as coisas acontecerem. É bem entrosado no mundo econômico, ao mesmo tempo em que demonstrou ter força no Congresso, aprovando a reforma da Previdência”, enumera Cintra, lembrando que Marinho foi Deputado Federal no mesmo período em que ele foi senador por Pernambuco.

As lideranças da região também esperam que avance este ano a aprovação do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), que foi protocolado na Câmara dos Deputados em novembro do ano passado. O plano espera pela criação de uma comissão especial para ser discutido e da escolha de um relator para o projeto. “Vamos fazer apresentações por cada um dos Estados nas bancadas federais para que o texto seja conhecido. Depois devem acontecer debates e audiências públicas para ser votado em seguida. Após isso será votado no Senado. Nossa expectativa é que até a metade do ano esteja aprovado”, acredita.

O PRDNE apresenta uma agenda de desenvolvimento para os próximos 12 anos na área de atuação da Sudene, tem vigência de quatro anos e será revisão anualmente, tramitando junto com o Plano Plurianual (PPA) do governo Federal. Dentre os pontos de destaque estão obras hídricas, energia renovável e infraestrutura (para irrigação). A pressão dos Estados está na liberação de recursos federais para obras essenciais de infraestrutura.

JC ONLINE

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