Validade dos testes estocados de Covid pode ser ampliada de 8 para 12 meses

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia Medeiros, afirmou que a pasta recebeu nesta quinta-feira (25) um estudo da Organização Panamericana de Saúde (Opas) sobre a ampliação do prazo de validade dos testes de Covid-19.


Reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, publicada no domingo (22), revelou que o Ministério da Saúde armazena em São Paulo um estoque com milhões de testes que podem perder validade nos próximos meses.

O prazo de vencimento inicial é de 8 meses. A pasta informou que os estudos da Opas atestam que o prazo pode ser prorrogado para até 12 meses. Agora, será preciso que a Anvisa receba o pedido de ampliação e aprove a extensão da validade, de acordo com Medeiros.

O secretário afirmou que a pasta já estava preocupada com o prazo de validade e que, por isso, enviou ofício à Opas no dia 3 de novembro questionando sobre a possibilidade de prorrogação. “Hoje, recebemos o envio do estudo de estabilidade estendida pela empresa. Está aqui a resposta da carta da Opas falando em referência ao ofício no dia 3 de novembro sobre extensão da validade dos kits”, disse Medeiros em uma audiência na Câmara.

De acordo com o Ministério da Saúde, há mais de 7 milhões de testes parados no estoque:

2.814.500 têm data de validade que expira em dezembro;
3.979.700 vencem em janeiro de 2021;
212.900 expiram em fevereiro de 2021;
70.800 vencem em março de 2021.

A prorrogação da data de validade depende ainda de análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com dados apresentados na audiência:

23.546.576 testes foram comprados pelo Ministério da Saúde;
desses mais de 23 milhões, 15.895.160 foram entregues à pasta;
7.651.416 ainda não foram entregues. Esse montante, o ministério comprou da Fiocruz/Biomanguinhos. Como há testes estocados, a produção foi suspensa;
do total entregue à pasta, 8.817.356 foram distribuídos aos laboratórios nos estados;
7.299.482 exames tinham sido realizados no país até 21 de novembro.

G1

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